13 de julho de 2021

Setembros

Sonho sempre com a palavra exacta, o verso correcto, o verbo perfeito, para poder descrever o tempo, explicar o vento, a lua suspensa ou os olhos azuis.

Gasto a ponta dos dedos, o dicionário de rimas e quase toda a esperança, em textos tímidos que apenas refletem a pálida luz de minha pobre linguagem.

Enquanto isso, na janela, o sol eloquente, derrama Setembros e encantamentos por sobre o tapete, como se lentamente um menino Deus despertasse.

Espanto-me, calo e descubro que a minha poesia não é algo que se possa escrever.

Minha poesia é o que enxergo

Tenho olhos de ver Deus em tapetes.




M.lucas




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