21 de agosto de 2017

O último poema que te escrevo

Amar é um risco. Para mim sempre foi.
Para uns, um dado garantido; para mim, um de seis lados.
Para alguns, um jogo de cartas marcadas; para mim, um castelo delas.
Para uns Terra, para mim Marte

Errei todos os meus amores até hoje.
Não foi por mal ou por propósito, é como costumo dizer.
Na ânsia de acertar o alvo, falhei-o redondamente.
Não por querer, talvez mais por incompetência ou dissonância

Peço perdão por esperar mensagens no fundo das garrafas
por ter procurado aquilo que talvez não existisse,
por ter esperado o dia que nunca vem
por não ter tido certezas quando achavam que eu devia

O fim de um amor deixa os pés exaustos e as mãos vazias 

e o meu silêncio será o último poema que te escrevo



M. Lucas


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