6 de julho de 2017

A tua boca





Era tão simples quando te esperava...

Porque não vinhas.

Era tão baço amar a outros...

Porque não vinhas

Eram tão mornos os beijos...

Porque não vinhas

Eram tão frios os dias...

Porque não vinhas


Porque vieste agora estragar a tristeza dos meus dias
e tatuar o verde dos teus olhos em minha retina?
Arrancas-me à força de existires, todos os poemas que guardei à chaves dentro do peito
E o sono foge-me à noite, simplesmente 

porque hoje

A tua boca existe.


M. Lucas