21 de junho de 2016

Hoje não é dia



Em dias como este, de ruas descoloridas e céu de azul embolorado, 
caminho de pés descalços à procura de algo que não existe,
numa teimosia maior que o vazio que me preenche.

Desequilibro-me no oco da existência, 
como se mais não fosse que uma folha que o vento leva, 
à espera da sorte de um pouso leve.

Peço perdão à minha natural alegria, mas hoje não é dia. 
Deixem-me ficar assim, sem sonho ou sono, 
embriagada do mais profundo vazio _ Útero fecundo de onde um dia
essa alegria…quiçá  renascerá.



Maria Lucas


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