1 de abril de 2016

Santiago de Compostela


 Diante de séculos de história, materializada nas pedras gastas daquele chão; das lendas incrustadas nas colunas imponentes e nas frestas das janelas de então, não encontrei palavras. Caiu-me apenas pela alma, uma lágrima silenciosa, que gritará para sempre dentro de mim o silêncio mudo de dor e fé, dos peregrinos e dos pedintes. 
Eu não entendi Santiago, mas ele colou-se a mim. Lá ficarei de certo modo, incrustada naquelas pedras e quem sabe, nas lágrimas de outro visitante que também ouse escrevê-lo como eu.


Um dia percorrerei o caminho. Dizem que para entender Santiago, há que fazê-lo.