13 de abril de 2016

Refúgio

Foto: MartaSyrko



Fiquemos assim distraídos e distantes da desordem do mundo, do ruído insistente da multidão injustiçada, da ignorância dos homens em nome de um Deus, do hedonismo desenfreado que torna banal o absurdo, da sombra da fome que assoma aos berços, da ganância, da solidão, da violência, da falta de amor e do terror de morrer tão cedo.
Fiquemos assim, colados por dentro, atados de abraços, na quietude de abril. 
E nesse lugar de silêncios onde recolho meus olhos da dura verdade dos homens, onde adormeço cansaços e cobres-me de sonhos, a alegria percorre-me inteira por dentro, como se nada mais houvesse que não fosse o infinito palpável desse amor que é só meu.




Maria Lucas

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