6 de julho de 2015

Metades




Há uma parte de mim que é do mundo e vive feliz como está
mas há outra parte que é por dentro.
Nesta, habitas-me silenciosamente, com a fúria de mil trovões. Guardo-te no meu avesso, num mundo que tem o teu nome.

Perdoa, amor. Não me leias a mim, é apenas a poesia que te escreve. Eu, sou a metade de mim que é do mundo, e vive feliz como está.


Maria Lucas



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