8 de agosto de 2013

Recolhe-me



Nasces-me das mãos a cada poema que escrevo
Preciso recitar-te diariamente para que não morras
Talvez nunca te encontre, talvez nem se quer te reconheça.
Escrevo para manter-te vivo mesmo temendo que não existas
Sonho que te reconheças em meus versos
e recolhas com beijos de primavera
as minhas mãos já cansadas do inverno da ausência 
dos teus olhos nos meus
Maria L. Lucas

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