1 de abril de 2013

Paixão



De surpresa, ela vestida de muito desejo e vontade,
Tocou de leve na porta daquele à quem não via há muito
Trazia nas mãos a ânsia de toques e na boca a falta de ar da saudade
Muda, de tanto a dizer gritou, num silêncio que o acordou do sono
Pelo vão da porta aberta olharam-se com medo e ardor
Num queimar fervilhante dos peitos à ponta dos dedos dos pés e das mãos
E como estranhos romperam numa sofreguidão de medo e paixão
Arrancando a roupa, a distância e toda a raiva contida
E num instante ela foi possuída por loucura e vontade consentida
Ao mesmo tempo em que completamente entregue foi quem o devorou

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