26 de fevereiro de 2013

Ausência

Desconheço a autoria da foto

Às vezes Deus me tira a poesia e me deixa com os olhos secos para o que humedece a alma.
Quando é assim, tenho de sair por aí à procura de algo que me acenda o amor que tinha nos olhos.
Por vezes encontro a própria poesia, que fala comigo como se me esperasse e me dissesse o que eu precisava ouvir....




"O que doí, menina?"
"A ausência, moço. A ausência..."
"Ele se foi?"
"Não. Na verdade, ele nunca esteve aqui."

"Nem ele, nem ninguém... Nem ninguém."



Do Blog: A Moça dos Olhos Fúnebres
 http://sotiza.blogspot.pt/


20 de fevereiro de 2013

Lembranças




Lembrar com amor é trazer o que foi doce pelas mãos de uma criança
É viver o que passou com uma alegria triste e serena
É se encantar com a lembrança e sorrir se a lágrima cair
É colher a fruta madura da semente que desbotou
É renovar o que foi belo
É perfumar a alma de vida
É sermos Deus por um divino instante.



Termino com o pensamento de Lya Luft:
"Mas está comigo, como outras coisas amadas que se foram sem realmente partir."

Em outras palavras (as de Martha Medeiros):
"Tragédia é não lembrar com doçura"


8 de fevereiro de 2013

Vício





Se te olho assim encantada é porque o teu olhar me despe a alma assustada
Se te olho tanto e a todo o momento é porque o teu olhar me abraça por dentro
E de te olhar assim à miúde hei-de morar um dia no canto da tua retina
Mesmo que te perca de vista, 
Como canção que nunca se esquece
Porque brilhas tal estrela insistente 
No céu de um sorriso 
Já viciado no teu