14 de abril de 2011

Rosa Negra

De um avô que passou pouco tempo ao lado de seu neto...

Aguardou ansioso por tão doce e raro momento
tal como  se aguarda rosa negra rara e improvável.
Sim eu sei, as rosas, mesmo que raras, em vão
perdem as suas pétalas para o Tempo implacável
porém graças aos Deuses da fotografia,
nenhuma pétala negra cairá neste chão

Maria L. Lucas

12 de abril de 2011

Incondicional


Então  partirei, deixando-me em tuas lembranças, meu amigo;
pois bem sei que aos teus olhos fui teu tudo,
quando apenas minha mão te bastava.


Maria L. Lucas

10 de abril de 2011

Um brinde ao Sol





Então mais uma vez tudo termina,
e deixa nos olhos água salgada e saudade...
Então mais uma vez luzinha amarela teimosa amanhece...
Então mais uma vez a água seca ...
Então fica o sal...
Então só a saudade...

E estamos vivos. Um brinde ao Sol

Maria L. Lucas

2 de abril de 2011

Chega



Hoje será preciso mais que uma pequena alegria pra me fazer feliz
Minha tristeza não me cabe mais. Transborda, contorna e afoga.

Quanto mais ando, mais me perco.

Vou ficar e esperar...nem sei bem o que.

Voltar? Não. Deixo-me aqui. Não me chame, não me toque,
Só quero que passe.

Ou me abrace,

Ou me beije,

Ou me veja.

Ou não.


Deixa pra lá.

Maria L. Lucas

A Dominadora

Fiz este texto em homenagem a uma grande amiga e seus descaminhos.

Desde menina traçou seu destino,
estrada sem verdes, sem fruto, sem sol.
Amor só sentiu da brisa nos seios.
Do sol os anseios cobriu, esqueceu
no mesmo canto onde guardou a menina
que andava faceira troçando das teias
de medo e pudor que a moça tecia
pra não se lembrar.
Fechou aos passantes o seu coração,
pra eles só tinha o corpo em entrega.
_Na pele não dói, a pele é mordaça
e qual carapaça rechaça o torpor!
Fingia que amava aquele que amava
e suja de pranto chorava de amor
Um dia um sonho chegou-lhe mansinho
assim de fininho pra não acordar,
e a moça cansada de pranto e de espanto
morreu no acalanto de um doce cantar.
E dizem que a noite levou sua vida
A vida bandida, sem pena e sem dó.
Mas dizem também que o fim é começo
e o fim foi travesso tal qual o luar.
A lua redonda sorrindo baixinho,
piscou pra menina que tomou seu lugar.
Ainda me lembro da moça valente
que toda contente brincava de amar
Mas essa menina é mais convincente
Traçou seu destino e lhe fez acordar.
Eu torço pra ela, eu canto pra ela
Que seja feliz, se for pra lavar

Maria L. Lucas

Foto: Minzile http://minzile.deviantart.com/